O que é vasectomia e como funciona?
A vasectomia é uma cirurgia simples e eficaz que tem como objetivo interromper a passagem dos espermatozoides para o sêmen ejaculado, garantindo contracepção permanente. Para isso, os canais deferentes, que transportam os espermatozoides dos testículos para a uretra, são cortados e bloqueados. Assim, mesmo com a ejaculação normal, o sêmen não contém espermatozoides, impedindo a gravidez.
Eficácia comprovada
A vasectomia é um método contraceptivo masculino extremamente eficaz, com uma taxa de sucesso superior a 99%. Porém, é importante lembrar que a esterilidade não é imediata. Após a cirurgia, deve-se aguardar cerca de 3 meses ou aproximadamente 20 ejaculações para que os espermatozoides já presentes no sistema sejam eliminados. Para confirmar o sucesso, é realizado um exame chamado espermograma, que verifica a ausência dos espermatozoides no sêmen.
Como é feita a cirurgia?
O procedimento é rápido (em torno de 20 a 30 minutos), minimamente invasivo e pode ser realizado com anestesia local ou sedação. São feitas pequenas incisões no escroto para acesso aos canais deferentes, que são então seccionados e suturados. A alta hospitalar acontece pouco tempo depois, e o pós-operatório costuma ser tranquilo, com orientações para repouso, uso de gelo local e analgésicos para aliviar desconfortos como inchaço e hematomas.
A vasectomia é considerada uma forma definitiva de contracepção, justamente porque a reversão nem sempre é possível ou indicada. Por isso, é fundamental que essa decisão seja tomada com segurança e consciência. Ainda assim, é muito comum que, anos após o procedimento, alguns homens mudem de ideia — seja por um novo relacionamento, mudanças no estilo de vida ou pelo simples desejo de se tornarem pais novamente.
Mas o que fazer nesses casos? A boa notícia é que existem alternativas viáveis para a paternidade após a vasectomia.
É possível reverter a vasectomia?
Sim, em alguns casos é possível realizar uma microcirurgia para reconectar os canais deferentes cortados na vasectomia. Esse procedimento é conhecido como reversão de vasectomia. No entanto, é importante saber que a taxa de sucesso da reversão depende de diversos fatores — principalmente do tempo decorrido desde a cirurgia inicial. Quanto mais recente a vasectomia, maiores as chances de sucesso.
A técnica utilizada na cirurgia original, a presença de anticorpos que afetam a fertilidade, a saúde geral dos testículos e a idade do casal também influenciam diretamente nos resultados.
Por isso, nem todos os pacientes são bons candidatos à reversão. Em muitos casos, a melhor alternativa pode estar na reprodução assistida.
Reprodução assistida após vasectomia
Homens que passaram pela vasectomia e desejam ter filhos também podem recorrer à fertilização in vitro (FIV), uma técnica bastante segura e eficaz.
Nesse caso, como os espermatozoides não estão mais presentes no sêmen, eles são obtidos por meio de técnicas específicas, como a punção do epidídimo (PESA), a aspiração microcirúrgica (MESA) ou a biópsia testicular (TESE e Micro-TESE).
Esses procedimentos permitem recuperar os espermatozoides diretamente dos testículos ou do epidídimo, mesmo muitos anos após a vasectomia. Esses espermatozoides são então utilizados para fertilizar os óvulos em laboratório, dando origem aos embriões que serão transferidos para o útero da parceira.
Essa estratégia tem permitido que inúmeros casais realizem o sonho da paternidade, mesmo em situações que antes pareciam irreversíveis.
O que considerar antes de fazer vasectomia?
Apesar das possibilidades de reversão ou reprodução assistida, a vasectomia é um método pensado para ser permanente. Por isso, é essencial conversar com um especialista, refletir com calma e envolver a parceira na decisão.
A escolha pela vasectomia deve ser feita quando há segurança de que não há mais desejo de ter filhos — ou quando há consciência de que, caso o desejo mude, os caminhos para isso podem envolver tratamentos mais complexos e planejados.
IMPORTANTE
A vasectomia é uma decisão de grande responsabilidade, mas também um recurso valioso para homens que desejam ter autonomia sobre sua fertilidade. E, se a vida mudar — o que é absolutamente natural — a medicina reprodutiva pode oferecer caminhos possíveis para realizar o sonho da paternidade.
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