Os cálculos urinários, popularmente conhecidos como pedras nos rins, são formações sólidas que se desenvolvem nos rins ou em outras partes do trato urinário devido ao acúmulo de cristais de sais e minerais. A nefrolitíase é uma condição comum e pode acometer até 15% da população em algum momento da vida. Embora pequenas pedras possam ser eliminadas espontaneamente, casos mais complexos exigem intervenção cirúrgica.
A cirurgia é indicada quando os cálculos ultrapassam 6 mm de diâmetro, causam obstrução do trato urinário, provocam infecções urinárias recorrentes, dor intensa e persistente, dilatação do sistema coletor renal ou risco de lesão renal. Outro fator relevante é a falha do tratamento clínico, quando a pedra não é eliminada mesmo com aumento da hidratação, uso de analgésicos e bloqueadores.
A decisão por uma abordagem cirúrgica leva em consideração fatores como:
- Tamanho do cálculo: pedras maiores que 6 mm raramente são eliminadas espontaneamente.
- Obstrução urinária: pode causar dilatação dos rins (hidronefrose) e comprometer sua função.
- Dor intensa e recorrente: quando não responde a medicamentos.
- Infecções urinárias associadas: risco de pielonefrite ou infecção generalizada.
- Cálculos coraliformes: que ocupam grande parte do rim.
- Falha no tratamento clínico: ausência de melhora com hidratação e medicação.
Tipos de cirurgia para tratamento de cálculos
A urologia moderna dispõe de métodos minimamente invasivos, com recuperação rápida e menos dor:
1. Ureteroscopia com Laser
Ideal para cálculos em ureteres ou rins com menos de 2 cm. Um fino endoscópio é inserido pela uretra até o local do cálculo. Com auxílio de laser, a pedra é fragmentada em pedaços pequenos e eliminada naturalmente ou retirada com pinças especiais. Geralmente, o paciente tem alta no mesmo dia.
2. Nefrolitotomia Percutânea (NLPC)
Indicada para pedras maiores que 2 cm ou em casos de cálculos múltiplos e coraliformes. Uma pequena incisão nas costas permite introduzir o nefroscópio até o rim, fragmentar e retirar os cálculos. Apesar de mais invasiva que a ureteroscopia, ainda oferece recuperação mais rápida do que cirurgias abertas.
3. Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO)
Utiliza ondas de choque externas para fragmentar cálculos menores, geralmente renais. É ambulatorial e sem cortes, mas nem sempre eficaz em cálculos duros ou mal localizados.
4. Cirurgias abertas ou laparoscópicas
Reservadas para situações raras e complexas, como má-formações anatômicas ou falha de tratamentos anteriores.
Como é o pós-operatório?
Após o procedimento, o paciente pode precisar de:
- Repouso relativo por alguns dias
- Boa hidratação para ajudar na eliminação de resíduos
- Acompanhamento com exames de imagem
- Uso temporário de cateter duplo J, quando necessário, para facilitar o escoamento da urina e prevenir cólicas.
Como prevenir novos episódios?
Como os cálculos podem se repetir, a prevenção é essencial:
- Ingerir de 2 a 3 litros de água por dia
- Reduzir o consumo de sal e proteína animal
- Evitar alimentos ultraprocessados
- Manter dieta equilibrada com frutas, verduras e cálcio adequado
- Realizar exames metabólicos (urina e sangue)
- Consultar regularmente um urologista
A cirurgia para pedras nos rins é indicada nos casos em que o cálculo compromete o funcionamento do sistema urinário ou gera sintomas incapacitantes. O diagnóstico e a escolha da técnica ideal devem ser feitos por um urologista experiente, considerando o quadro clínico de cada paciente.
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