Câncer de próstata

O câncer de próstata é o tipo de tumor mais frequente entre os homens com mais de 50 anos e representa uma das principais causas de morte por câncer no Brasil. Apesar disso, quando detectado precocemente, apresenta altas taxas de cura. O rastreamento e o tratamento adequado são decisivos para garantir bons resultados e preservar a qualidade de vida do paciente.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do líquido que compõe o sêmen. Com o envelhecimento, essa glândula pode sofrer alterações. A mais comum é a hiperplasia prostática benigna (HPB), mas em alguns casos pode ocorrer o desenvolvimento de tumores malignos, sendo o adenocarcinoma o tipo mais comum — responsável por cerca de 95% dos casos.

Esse câncer geralmente evolui de forma silenciosa. Quando os sintomas surgem, o tumor já pode estar em estágios mais avançados, o que reforça a importância do rastreamento regular com o urologista.

Sintomas do câncer de próstata

Nos estágios iniciais, o câncer pode não apresentar sinais. À medida que progride, os sintomas mais comuns incluem:

  • Dificuldade para urinar ou jato urinário fraco

  • Aumento da frequência urinária, especialmente à noite

  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga

  • Presença de sangue na urina ou no sêmen

  • Dor pélvica, nos quadris ou região lombar

  • Disfunção erétil

Em casos avançados, dor óssea

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com a avaliação clínica, que inclui exame de toque retal e dosagem do PSA (antígeno prostático específico). Casos suspeitos são investigados com exames complementares, como ressonância magnética multiparamétrica, biópsia da próstata (preferencialmente por via transperineal), e exames de imagem avançados como o PET-PSMA para avaliar metástases.

Além disso, testes genéticos e biomarcadores podem ser utilizados para entender melhor a agressividade do tumor e definir a melhor estratégia de tratamento.

Estágios e tratamento do câncer de próstata

A escolha do tratamento depende do estágio do tumor, da idade do paciente e de suas condições de saúde geral. De forma geral, as opções incluem:

  • Vigilância ativa (para tumores de baixo risco)

  • Cirurgia de prostatectomia radical (principalmente em tumores localizados)

  • Radioterapia e braquiterapia

  • Hormonioterapia e quimioterapia (em casos avançados ou metastáticos)

  • Tratamentos minimamente invasivos, como a cirurgia robótica

A cirurgia robótica tem se consolidado como uma das alternativas mais seguras e eficazes para o tratamento cirúrgico da doença.

Cirurgia robótica: tecnologia a favor do paciente

A prostatectomia robótica é realizada com o auxílio de plataformas como o Da Vinci, que permitem maior precisão, menor sangramento, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. Essa técnica é especialmente indicada para casos em que se busca preservar as funções urinária e sexual com mais segurança.

Diferente da cirurgia aberta, a robótica é minimamente invasiva e pode ser uma excelente escolha para homens com tumores localizados ou com próstatas volumosas. A decisão pelo método cirúrgico deve ser tomada junto ao urologista, levando em conta todos os critérios clínicos.

Importância do rastreamento e da prevenção

O rastreamento do câncer de próstata é recomendado a partir dos 50 anos, ou aos 45 anos para homens com histórico familiar. Ele inclui o PSA e o toque retal, exames que, juntos, aumentam a chance de detecção precoce.

Embora alguns casos evoluam lentamente e permitam acompanhamento sem intervenção imediata, outros podem apresentar comportamento agressivo, justificando tratamento ativo desde o diagnóstico.

Hábitos saudáveis — como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e abandono do tabagismo — também têm papel importante na prevenção do câncer de próstata.

Está na hora de cuidar da sua saúde? Agende uma consulta e tire suas dúvidas sobre os sintomas da próstata, os exames preventivos e as opções modernas de tratamento, como a cirurgia robótica. O diagnóstico precoce é sua melhor chance de cura. Não adie esse cuidado.